Archive for the ‘blog’ Category

Mudança do blog

Gostaria de comunicar a mudança realizada, conforme já havia dito…

Agora com domínio próprio, decidi unir meus blogs, ampliando a temática…
Falarei não somente de tecnologia e Linux, mas também de outros assuntos que gosto.

Irei fazer em breve o redirecionamento do WordPress para não perder os antigos leitores, mas somente na semana que vem. Se você lê meu blog, ajude a divulgar o novo endereço…

O endereço é:
http://dnoway.net

Obs: Ainda não tive tempo de configurar e customizar um tema da forma que quero. Se tiver conhecimentos de CSS, PHP e tempo para ajudar, prometo pagar algumas boas cervejas. Portanto, entre em contato: dnoway em gmail ponto com.

Roteiro lírico e sentimental da cidade de Beagá

O assunto foge ao tema do blog, mas não podia deixar passar…
Hoje, ao fazer uma consulta no Google, procurando por um bar cujo nome tinha me esquecido mas que sabia que ficava no conhecido “tobogã da Av. do Contorno”, encontrei um artigo muito interessante, um roteiro poético sobre Belo Horizonte, ou Belzonte, como nós mineiros dizemos. Resolvi publicá-lo.
Pra quem não sabe, Belo Horizonte é a capital dos bares, butecos e botequins, onde você encontra no mínimo três em cada esquina. Mas não é só isso, tem muita coisa bonita, cenas bucólicas, que nos fazem chamá-la de roça urbana. Se algum geek vier por aqui, já tem programa!

A versão original está aqui.

Atualização: Veja algumas das imagens dos locais citados no livro Cidades Ilustradas – Belo Horizonte.

O que eu queria mesmo era ir com vocês
Mas já que eu não posso:
Boa viagem, até outra vez”

I
Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

É meio longe, mas você tem que ir a Pampulha. Ver a Lagoa, a Casa do Baile, os jardins de Burle Marx, a Igreja de São Francisco de Assis, que por mais que você não acredite nessas coisas de religião, vale a pena conhecer pelo traço inconfundível de Niemeyer e pelo mural de São Francisco e a Via Sacra concebidos pelas mãos de Portinari. Se tiver alguma criança boiando na Lagoa, salve.

II
A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa aprender a começar de novo
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção
Que fale de amor
Que faça chorar
Que toque mais forte esse meu coração

Vá ao Mineirão se puder. Se tiver jogo, melhor. Mas só se for do Galo. O Galo forte e vingador do Atlético Mineiro que é o único time que vale a pena em Beagá – sim, sou parcial. Logo pertinho, tem o Mineirinho – cantarole uma música do Rei e lembre que foi lá que o vi ao vivo e a cores, entre lágrimas e sorrisos.

III
Muito prazer, vamos dançar
Que eu vou falar ao seu ouvido
Coisas que vão fazer você tremer
Dentro do vestido

As ruas do centro são um aglomerado de nomes de estados e tribos indígenas. Procure pela Tupis e entre no Shopping Cidade. Suba até o último andar e pegue um cinema por lá. Na saída, ainda no piso dos cinemas, entre na Livraria Leitura – vai estar cheio de Drummonds, Sabinos, Rosas, Mendes, Gonzagas. Acaricie lentamente os livros e siga em frente.

IV
Onde eu possa plantar meus amigos,
Meus discos, meus livros
E nada mais

Passe a tarde no Parque das Mangabeiras e ao anoitecer se dirija para o Mirante. É uma das vistas mais lindas que minha retina já captou. A cidade e o céu todos repicados de estrelas e luzes e a Serra do Curral aconchegando tudo como num abraço. Não tome água de coco por lá que é a coisa mais cara do mundo. Indigne-se e deixe pra tomar água de coco no Nordeste que é mais barato e mais delícia.

V
O meu pensamento tem a cor de seu vestido
Ou um girassol que tem a cor de seu cabelo?

Se tiver mais um entardecer por lá, passe-o em meio as rosas estonteantemente vermelhas da Praça da Liberdade. Sente num daqueles bancos rodeados de palácios e acompanhe a dança das fontes. De lá, emende e vá a pé para o pertíssimo Assacabrasa da Gonçalves Dias. Recite poemas do Romantismo, beba guaraná com laranja e peça uns pãezinhos de alho que só esse bar sabe fazer.

VI
A orquestra já nos chamou
Abriu meu coração, tremeu o chão
Eu vi que era feliz
À luz de um cabaré

Pra lembrar de casa, vá ao Parque Municipal, o pulmão da cidade. Coma algodão doce por lá. Sente a beira do lago e converse durante horas ou leia algumas liras de Marília de Dirceu. Passeie de trenzinho e tenha aquela sensação de cinco anos de idade de volta, mesmo que por um curto trajeto. Siga para o Palácio das Artes que fica logo ao lado. Sempre tem alguma exposição pra se ver, uns cartões postais bonitos pra se comprar. Desça e encontre a livraria do Palácio e a cafeteria. O café fará você lembrar de casa.

VII
E o rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente, gente, gente…

Falando em café, tem a Cafeteria. A antiga Cafeteria Três Corações – terra de Pelé, terra de café. A Cafeteria fica em pleno coração da Savassi, que é o coração de Beagá. Sente do lado de fora e bata papo enquanto os tipos mais coloridos da cidade vão passar pela sua frente.

VIII
Cai o dia e é assim
Cai a noite e é assim
Essa lua sobre mim
Essa fruta sobre o meu paladar

Pegue a Contorno e desça pelo tobogã. Um frio na barriga que vai lhe provocar aquela adrenalina rápida e confirmar que você está viva! Na Contorno você chegará fácil a um barzinho alemão chamado Stadt Jever, onde deve comer a lingüiça com mostarda, ambas preparadas artesanalmente pela própria casa, devidamente acompanhada por um chope de menta – quem estiver lendo isso há de pensar que bebo bonito, mas não há como não beber bonito em Beagá, a cidade com mais bares por metro quadrado do mundo. Ou pelo menos do Brasil, vai.

IX
Maravilha, juventude, tudo de mim, tudo de nós
Via Láctea, brilha por nós, vidas bonitas da esquina

Domingo pela manhã, Afonso Pena. A feirinha da Afonso Pena – maior avenida da cidade – que de feirinha não tem nada, cobrindo inúmeros quarteirões com sua diversidade de produtos e, fundamentalmente, de sotaques. É impossível encontrar alguém ali, mas pasme, eu já encontrei. Lá você pode comprar de móveis a jóias; de acarajé a tutu; de camiseta a sapato; de bolsa a quadro. De tudo!

X
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa entrar o sol

Ainda nas ruas, é imprescindível que você vá a Rua Ramalhete. Que ande por lá, que cante baixinho a música que foi eleita como a cara da cidade. De repente, alguma senhora simpática pode lhe oferecer umas balas delícia de nozes, que nem aquelas que vendem no Extra.

XI
Eu sou da América do Sul
Eu sei, vocês não vão saber
Mas agora sou cowboy
Sou do ouro, eu sou vocês
Sou do mundo, sou Minas Gerais

Mais uma rua: a do Amendoim. Lá, você tem que ir de carro, pra mágica acontecer. Mais não falo que senão estraga a surpresa. Pertinho de lá, tem a Praça do Papa, que disse a poética frase, ao avistar a cidade: “Que belo horizonte!” Nhé!

XII
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Ao Mercado Municipal você tem que ir acompanhada. Acompanhada de um cavalheiro que compre uma rosa pra você, como todo casal mineiro que se preze faz um dia na vida. Lá, você compra um monte de compotas, queijos e cachaças incríveis e leva pra casa pra comer e beber que nem uma louca, morrendo de saudade de Belo Horizonte. Se for politicamente correta, como acho que é, não vai querer tomar peixe, portanto não vou sugerir.

XIII
Seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia amigo eu volto pra te encontrar
Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar

Pegue o querido 4111 – leia-se quarenta e um onze – e desça no comecinho da Vitório Marçola. Lá você vai encontrar o Tatiara, ou simplesmente Tati. Peça uma cerveja, uma das comidinhas de boteco deles – tanto faz qual, todas são de dar água na boca – ouça boa música. Quer mais?

XIV
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver

Caminhe sem rumo pelas ruas de Santa Teresa. Fique atenta a cada esquina. Cada esquina de lá é um clube; cada esquina de lá é um bar; cada esquina de lá tem uns garotos escutando Beatles; cada esquina de lá tem uns meninos inventando um novo som. Tem um Brant, tem um Bituca, tem um Flávio. Tem aqueles irmãos Borges. Tem um Beto. Um 14-Bis voando no céu. Um girassol da cor do seu cabelo. Uma noite com sol. Em Santa Teresa, você corre o risco de querer ficar pra sempre porque lá é fácil sentir que “sou do mundo / sou Minas Gerais”. Apesar de, no fundo, eu querer mesmo é morar no Sion.

*O título é alusivo ao livro Roteiro lírico e sentimental da cidade do Rio de Janeiro, escrito por Vinicius de Moraes.

Fonte: http://www.interney.net/blogs/cintaliga/2007/03/16/roteiro_lirico_e_sentimental_da_cidade_d/

Promoção de aniversário do Terramel

O grande amigo Terramel está comemorando o seu aniversário com uma promoção, sorteando um domínio! A promoção dele é o que faltava para que eu finalmente registre um domínio e hospede o meu wordpress,
tornando-o mais personalizado e tal. Espero ganhar!

O Terramel é um blog ácido e bem-humorado sobre tecnologia e coisas afins, administrado pelo Leonardo, cara sem meias palavras ou papas na língua. Um dos melhores blogs que já encontrei pela internet.

Parabéns Amigo!

It’s not the Gates, it’s not apples, it’s the bars

Divulgando dois artigos muito interessante que li de ontem para hoje que discutem de formas diferentes o mesmo assunto. Um aponta como seria o mundo da computação se as escolhas de Jobs tivessem sido diferentes e o outro discute sobre as sujas escolhas de Bill Gates. Ambos são bem interessantes, considero-os leituras obrigatórias! Um deles foi traduzido pelo Terramel, cuja assinatura é do Richard Stallman.

A world ruled by Apple.

It’s not the gates, it’s the bars!

Leia também:

De volta! Novamente!

Novamente estou de volta! Terminado o longo ciclo de atividades profissionais e acadêmicas que tive nos dois últimos meses, estou de volta ao blog e também às atividades do software livre, atual prioridade, juntamente com a diversão! Ambas threads já se encontram em execução.

Dentro de algum tempo, espero poder contar no aqui sobre os planos para o mestrado que pretendo iniciar…

Até logo!

Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!

…e também a pen drives, card drives, camisas nerds, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe – quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!

Top 10 coisas que podemos fazer com Linux que não podemos com outros sistemas

Tradução livre que fiz de um interessante artigo citado no VivaLinux.com.ar.
Original aqui.

Cada sistema possui particularidades que o fazem um sistema único. Os usuários possuem necessidades diferentes e não existe um sistema que seja perfeito para todos. O Linux é um excelente sistema em muitos aspectos e possui características que o fazem o melhor sistema em determinados aspectos. A seguinte lista é uma seleção de 10 destas características (muito boas) que o fazem diferente de outros sistemas operacionais. A ordem dos itens não importa, já que todas juntas dão ao Linux a essência de ser rápido, seguro, bonito e livre.

1 – Obter e manter atualizado um sistema completo legalmente sem pagar nada. A maioria das distribuições de Linux são completamente gratuitas, e em alguns custam uma quantidade muito pequena em comparação ao preço do Windows. Isso ocorre em função de suporte e de alguns produtos próprios da empresa.

2 – Poder rodar diferentes interfaces gráficas caso você não goste da que veio por padrão ou por ela não se adequar as suas necessidades. Há interfaces gráficas para todos os gostos, leves, inovadoras, capazes de imitar outras, muito atrativas, etc. Só em Linux contamos com essa variedade de interfaces, e como se fosse pouco, cada uma delas é completamente personalizável. Inclusive, há a possibilidade de trabalhar em modo texto e realizar muitas tarefas comuns, como escutar música, trocar mensagens, navegar na internet, baixar arquivos e várias coisas mais.

3- Ter total controle sobre o hardware do computador e saber que não há backdoors no meu software, colocados por companhias de software mal-intencionadas. Por ser um sistema GNU/Linux composto em sua maioria por software livre, o código está disponível para quem quiser vê-lo, por isso é possível assegurar-se que cada aplicação faz somente o que deve fazer.

4 – Não sentir falta de desfragmentar o disco-rígido, nunca. Os sistemas de arquivos utilizados pelo Linux não se fragmentam, já que foram planejados como sistema multi-usuários, armazenando os dados no disco de maneira seqüencial, por isso é raro se fragmentar um arquivo se o disco não estiver muito cheio.

5 – Experimentar diferentes programas, decidir os que não gosto, desinstalá-los e saber que não há lixo em um registro que pode deixar minha máquina lenta. Não acontece como no sistema da Microsoft que o registro sempre se enche de lixo e se estraga, ocasionando a necessidade de várias formatações anuais.

6 – Usar o SO sem necessidade de usar antivírus nem nenhum outro tipo de software anti-malware e não precisar reiniciar meu computador durante meses, sempre que pego as últimas atualizações de segurança. Com se fala em todo lugar: Linux é muito seguro e estável.

7 – Personalizar o que quiser, legalmente, incluindo meus programas favoritos. Eu posso perguntar aos mantenedores, propor idéias e participar do processo de desenho e programação do software que quiser. Estas são algumas das maravilhas do software livre, por que isso não se aplicar somente o Linux, mas também a toda a aplicação e projeto de software que de desenvolva sobre esta filosofia. Com o Software Livre, o software de nosso PC é realmente nosso.

8 – Usar o mesmo hardware durante mais de 5 anos até que realmente precise substituí-lo. Eu disse milhões de vezes nesse blog: Uma das mais grandes maravilhas do Linux é poder usar um sistema não pré-histórico em equipamentos com baixos recursos, em muitos casos considerados obsoletos (como exemplo, veja o Pentium II que graças ao Linux pode acompanhar-me por 7 anos como meu principal ferramenta de trabalho).

9 – Receber ajuda de centenas de usuários, especialistas e novatos de maneira gratuita e
desinteressada.
Um dos pontos mais fortes do Linux são as comunidades que se formam, ainda que existam o problema dos fanáticos, tem muitos que ajudam da maneira que podem a não deixar que o Linux seja um “sistema difícil” e aos poucos vão levando-o à todos.

10 – Ter um desktop com efeitos espetaculares, e muito superiores ao do Windows Vista em um computador de 3 anos atrás. E isso, a diferença do “Vista Capable” é certa. A atração gráfica do Linux deixou para trás por muito outros sistemas. Só há que melhorar um pouco as capacidades do Compiz Fusion com as do ambientes Enlightenment.

O texto se originou de posts sobre listas de coisas possíveis somente em Linux. Disponíveis aqui, aqui e aqui.

Leia também:

Meme: 5 ótimos livros e um para apodrecer na estante

Fui convidado pelo grande amigo Terramel para participar do interessante meme de falar sobre 5 livros que li e gostei e de 1 que pode ficar mofando. Quase metade de meu tempo livre eu utilizo lendo e sempre reservo uma quantia para gastar com livros. Bem mas chega de conversa e vamos para a lista:

Memórias de minhas putas tristesGabriel García Márquez

A história gira em torno de um velho jornalista que decide no seu aniversário de 90 anos que daria para si mesmo uma noite com uma adolescente virgem. Desesperança e solidão, descoberta e o amor são os temas do livro.

O homem que conhecia as mulheresMarcelo Rubens Paiva

A mente feminina é um assunto que sempre me intriga, o que acabou me levando à esse livro. De uma forma bem humorada, Marcelo Rubens Paiva desfila suas palavras retratando os diversos tipos de mulheres (bem conhecidas) por nós. Contos que garantem um bom divertimento. Muito bom.

A Magia dos Gestos PoéticosRubem Alves

Um dos livros mais mágicos que já li. Rubem Alves descreve poeticamente a trajetória de vida de Gandhi, seus conflitos internos e externos em sua luta pela igualdade. Um grande escritor escrevendo sobre um grande homem. Leitura mais que obrigatória.

A Alma do Homem sob o SocialismoOscar Wilde

Oscar Wilde sempre foi um cara muito estranho, apesar disso, invejo algumas de suas idéias. Ele realiza nesse livro um ensaio sobre a verdadeira alma do homem, quais suas prisões, dominações e aspirações. Discute sobre o capitalismo de uma forma bem diferente de Marx e Weber vendo a arte como a verdadeira vocação do ser humano. Obrigatório para quem gosta de discursos filosóficos.

Caindo na Real (Getting Real)37 Signals

Para mudar um pouco, vou colocar na lista um livro voltado para a informática… Li a versão traduzida do Caindo na Real disponível na internet. O livro aborda metodologias de desenvolvimento de software, embora muitos dos conceitos e exemplos possam ser aplicados no seu dia-a-dia. Gostei do exemplo de resolver o problema assim que toma-se conhecimento dele – aplico na leitura de meus e-mails.

Para mofar na estante:

Aprenda em 24 horas C++
Jesse Liberty

Lá no segundo período da faculdade, tenho eu minhas aulas de C++ e recebo a dica de comprar/conseguir um livro da série Aprenda em 24 horas… É só promessa mesmo. 520 páginas, em 24 meses talvez. Bem serviu apenas como guia de referência. Hoje em dia nem como suporte de monitor…

Bem… É isso, agradeço ao Terramel o convite e gostaria de chamar para continuar o meme:

* GNU/Fabi

* Jonh Wendell

* Filipe do Sopojo

* André Tavares do contra-senso

Leia também:

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Meme/Mimo: Diga-me teus blogs favoritos

O grande amigo Terramel me convidou para participar deste meme (ou mimo, conforme ele mesmo estava discutindo)
Bem, vamos lá =)

Enough About Me – Blog da grande amiga Jéssica, vulgo Keka. Uma garota precoce e visivelmente à frente de seu tempo, apaixonada por arte e manifestações de beleza. Vivo tentando convencer ela à se tornar uma escritora.

Terramel – Pode parecer puxação de saco, mas acho este blog um dos mais interessantes entre os meus feeds. Uma abordagem sempre direta e bem humorada.

Nerdson não vai à escola – Karlisson é o geek mais artístico da internet na minha humilde opinião. Miscelânea de quadrinhos com informática, assuntos que gosto, da forma que gosto.

verdestrigos – Um blog sobre literatura e arte, com indicação de eventos e crítica de livros. Descobri por acaso. È uma das melhores leituras do dia.

Leonardo Fontenelle – Blog de um dos principais membros do time brasileiro de tradução do GNOME. Sempre há novidades sobre dicionários eletrônicos integrados, acordos ortográficos e sobre o GNOME é claro.
Agradeço pelo convite do meme, tá respondido. Pessoal indicado como meus favoritos, estão convidados à fazer o mesmo! Grande abraço

Leia também:

The times they are a-changin’

Indicação do texto escrito por André Tavares, muito interessante, original aqui

Gandhi dizia que quando os fracos começam a se posicionar e agir de alguma forma contra tiranos e opressores, primeiro eles te ignoram, depois riem de tí, quando passam a levar-te a sério, então… tu os vence. É a lógica da resistência pacífica, ou de David (contra Golias).

Pois bem, os Estados Unidos tem um órgão chamado Security and Exchange Commission, ou SEC, que é alguma coisa como o nosso CADE – Comitê Administrativo de Defesa Econômica, que tem por função garantir o cumprimento das lei e regulamentos que regem o mercado e a indústria, pra que se garanta os princípios de competição (minimamente) justa. A Microsoft®, por conta da Lei Anti-Trust (americana) está sob intervenção do SEC (mas toda empresa de determinado porte fica sob supervisão desse orgão).

Anualmente a empresa tem que emitir um documento que descreve minuciosa e claramente suas atividades, chamado 10-k. E no 10-k da Microsoft desse ano há algumas passagens muito, mas muito interessantes. Gostaria de apresentar alguns excertos escolhidos e apresentados por Larry Cafiero (onde fiquei sabendo do acontecido). Vejamos:

Our business model has been based upon customers paying a fee to license software that we developed and distributed . . . . In recent years, certain “open source” software business models have evolved into a growing challenge to our license-based software model.

Open source commonly refers to software whose source code is subject to a license allowing it to be modified, combined with other software and redistributed, subject to restrictions set forth in the license. […] A prominent example of open source software is the Linux operating system.

Although we believe our products provide customers with significant advantages in security, productivity and total cost of ownership (emphasis added to highlight both the audacity and humor of this clause), the popularization of the open source software model continues to pose a significant challenge to our business model…

…including continuing efforts by proponents of open source software to convince governments worldwide to mandate the use of open source software in their purchase and deployment of software products.

To the extent open source software gains increasing market acceptance, sales of our products may decline, we may have to reduce the prices we charge for our products, and revenue and operating margins may consequently decline.

Tradução meia-boca:

Nosso modelo de negócio é baseado em consumidores pagando uma taxa pela licença de uso do software que nós desenvolvemos e distribuímos… Nos últimos anos, certos modelos de negócios de software open source se tornaram um crescente desavio para nosso modelo baseado em licenças de software.

Open source refere-se àqueles softwares cujo código está sujeito a uma licença que permite que seja modificado, combinado com outros softwares e redistribuído, sujeito às restrições descritas na licença… Um exemplo proeminente de software open source é o sistema operacional Linux.

Embora nós creiamos que nossos produtos forneçam a nossos clientes significantes vantagens em segurança, produtividade e o custo total de propriedade, a popularização do modelo de software livre apresentou um desafio significante para nosso modelo de negócio…

…incluindo esforços contínuos dos defensores/promotores do software livre para convencer governos em todo o mundo a obrigar/exigir o uso de software open souce em suas aquisições e distribuição(?) de produtos de software.

Na medida em que o software open souce ganha aceitação crescente do mercado, as vendas de nosso produtos caem, e nós temos que reduzir os preços que cobramos por nosso produtos, e o lucro e margens operacionais conseqüentemente também diminuirão.

É isso aí, meninos e meninas, hoje aprendemos que o crime não compensa, ops! ;)

A Microsoft teve que reconhecer que que o modelo livre é melhor e mais eficiente. Demorou, mas está lá. Vida longa ao Linux!