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Tradutores brasileiros de volta ao Top 10 Bugzilla do GNOME

Após o Leonardo Fontenelle ter assumido a coordenação da tradução do GNOME, passamos por uma série de mudanças na metodologia de trabalho de tradução. Uma das principais foi deixar de usar o Bugzilla do GNOME para passarmos para o Vertimus, o que facilitou bastante o trabalho. Antigamente, quando utilizávamos o Bugzilla, ao terminar uma tradução, anexávamos-a a um bug report, marcando como patch, o que permitia que fossemos contados como “patch contributors“, ou seja, como aqueles que contribuem com correções. Várias vezes alguns de nós já estivemos por . Claro, o Leonardo Fontenelle e Jonh Wendell sempre estiveram na lista, pelo super-poderes de revisores/commiters recebidos, aparecendo na lista de patch reviewers. Com a já citada mudança para o Vertimus, o cenário mudou, uma vez que não utilizamos mais o Bugzilla. Só que ontem ao conversar com o Vladimir tive uma surpresa!

Atualmente diversos termos do Vocabulário Padrão foram discutidos na LDP e com votações os membros escolhiam as melhores traduções, visando adequarmos a interface de todos ambientes gráficos. Pois bem, antes do lançamento da versão 2.24, o Leonardo Fontenelle iniciou o processo de adaptação da interface do GNOME aos termos alterados. Vladimir Melo e Fabrício Godoy “assumiram” a adaptação dos pacotes num ritmo frenético. Até ontem a noite, ambos estavam empatados no Top Semanal do Bugzilla, com 15 patchs cada um, deixando os outros comendo muita poeira. Parabéns Vladimir e Fabrício!
Em tempo: Conversando com o Jonh, acabamos tendo a idéia de ter um controle de pontos para o Vertimus. Abri então um pequeno bug. Vamos ver o que acham!

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Os sete hábitos do usuário Linux eficiente

Completando e complementando, segue na íntegra, lista com Os sete hábitos do usuário Linux eficiente, publicados no blog do Cid Andrade. Versão “inspiradora” em inglês aqui.

*ATUALIZADO 21/05/2008. Obrigado Leonardo Fontenelle e Celso Fernandes.

1. Nunca permanecer logado como “root”

Esta é uma dica valiosa. Muitas bobagens podem ser feitas (em qualquer sistema operacional) quando o utilizamos logados com poderes de super-usuário. Um comando mal escrito é o suficiente para causar um grande estrago. Portanto

* Use “su” ou “sudo” para executar alguma tarefa administrativa – e somente quando isso for imprescindível – e feche a sessão assim que possível.
* Se for inconveniente trabalhar no modo texto, execute algum programa gráfico com “gksu”, “gksudo” ou “kdesu”. por exemplo, pressione + e digite “gksudo nautilus /tmp/”. Feche a aplicação assim que completar a tarefa.

2. Forneça nomes convenientes a seus arquivos

Em Linux você pode utilizar virtualmente qualquer caractere no nome de um arquivo. Mas nem todos são convenientes e podem trazer problemas na hora de serem utilizados. Então

* Utilize somente caracteres alfanuméricos (preferencialmente minúsculos), ponto, hífen e sublinhado.
* Fuja incondicionalmente de símbolos como porcentagem, cifrão, chaves e colchetes. Eles têm significados especiais e podem causar má interpretação
* Edite o seu arquivo FSTAB, inserindo UTF-8 nos parâmetros. Exemplo: defaults,utf8,umask=007,gid=46 0
O utf-8 oferece a possibilidade de se utilizar acentuação em seus arquivos.

3. Mantenha o diretório /home em uma partição distinta

O diretório /home mantém dados pessoais dos usuários. Se ele estiver em uma partição em separado, você pode ficar à vontade para fazer reinstalações do sistema operacional, basta não formatar esta partição. A próxima versão do Ubuntu (8.04) deve permitir fazer uma reinstalação sem sobrescrever este diretório, mas ainda é uma boa prática mantê-lo em separado. Se necessário, consulte o Ubuntu Blog para ver como mover o /home para uma partição exclusiva. Esta idéia também pode se aplicar a outras diretórios como /Músicas ou /Vídeos

4. Gerencie eventuais travamentos

O Linux é muito robusto e estável, mas é possível que você depare-se com situações de travamento. Particularmente, eu nunca assisti a um travamento do sistema operacional em si. Mas programas isolados podem travar e começar a utilizar recursos de forma predatória. O hardware também prega suas peças de vez em quando. E ações inapropriadas de usuários – especialmente quando com poderes de root – também podem ser perniciosas. Mas não pressione o CTRL+ALT+DEL em vão. Nem aperte o botão de Ligar/Desligar de seu computador. Tente seguir estes passos

* Mantenha um item de “Fechar Forçado” em seu painel (as barras no topo ou no base de seu desktop). Se um aplicativo travar, clique neste item e depois sobre o aplicativo desobediente, terminando-o
* Abra um terminal e digite “ps -A | less” ou um “top”. Procure o número do processo (PID) que deseja fechar e mate-o com um “kill -9 PID”
* Use o “killall”, como um “killall firefox”
* Utilize “ALT+F2”, digitando na janela “xkill” e clicando na aplicação travada.
* Se a interface gráfica estiver comprometida e não for possível abrir um terminal, pressione CTRL+ALT+F1, abra uma nova sessão e siga os dois passos anteriores por lá
* Se a solução for reinicializar a interface gráfica, tente fazê-lo com as teclas CTRL+ALT+BACKSPACE
* Se nada estiver funcionando e reinicializar o sistema completo for a única saída utilize o CTRL+ALT+F1, abra uma nova sessão e use o CTRL+ALT+DEL nesta sessão
* Se você chegou até aqui é que a situação deve estar realmente crítica. Mesmo assim, ainda há um passo antes do botão de Liga/Desliga. Utilize as teclas de emergência ALT+PRINT SCREEN+O para desligar o sistema ou ALT+PRINT SCREEN+B para reiniciá-lo. Conheça outras teclas de emergência no Wiki em português do Ubuntu ou tente o último recurso.

5. Teste até se encontrar

Um amigo pode ter lhe influenciado a escolher determinada distribuição ou interface gráfica do Linux. Provavelmente terá sido uma opção que funcionou bem para ele. Mas, e para você? Pode ser que exista outra opção mais produtiva. Veja o Ubuntu, por exemplo: usuários “clean” gostam da interface Gnome padrão, os mais habituados a interfaces de outros sistemas operacionais preferem o KDE do Kubuntu, quem tem equipamento mais modesto tem de se virar com XFCE do Xubuntu, estudantes do ensino fundamental podem gostar do Edubuntu, quem trabalha com multimídia prefere o Ubuntu Studio e assim por diante. Então, faça experiências. Você pode utilizar uma partição somente para testes, um computador ou mesmo utilizar um virtualizador para isso.

6. Adote a Interface em Linha de Comando (modo texto)

Sim, a interface gráfica facilita – e muito – a nossa vida. Eu posso passar dias sem utilizar uma interface em linha de comando. Mas o poder e a flexibilidade que este tipo de interface oferece é inigualável. Muitas tarefas que dependem de múltiplas janelas e cliques podem ser executadas com um único comando. Aprenda cada dia um pouco mais sobre a interface em linha de comando.

7. Esteja sempre pronto para utilizar o Linux

Sabe quando seu amigo pede para que você faça algo no computador dele – que só tem outros sistemas operacionais – e você sabe que tudo seria mais fácil se estivesse usando Linux? Então mantenha por perto uma opção para utilizá-lo. Pode ser uma versão que execute de um CD ou de um pendrive, mas pode ser sua salvação. Já tive um amigo cujo computador travou, executou um aplicativo de verificação de disco e removeu um certo diretório da máquina dele – o diretório /Windows. O computador estava operacional, mas sem a interface gráfica, algo abominável para alguém como ele. Um Linux que rodava a partir de um disquete e uma unidade de backup externa foi o que eu precisei para preservar todos seus arquivos, embora eles tenham perdido seus nomes longos. Até mesmo um software antivírus executado de um pendrive com Linux pode quebrar um bom galho.

8. Um passo além

Eu gostaria de adicionar mais um item à lista. Ajudar novatos também é muito bom. Não apenas para fazer uma “boa ação”. Mas novatos costumam trazer desafios que nos obriga a estudar ainda mais e crescemos com isso. E esse novato ainda vai crescer e quando menos esperarmos, irá nos ensinar alguma coisa.

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Top 10 coisas que podemos fazer com Linux que não podemos com outros sistemas

Tradução livre que fiz de um interessante artigo citado no VivaLinux.com.ar.
Original aqui.

Cada sistema possui particularidades que o fazem um sistema único. Os usuários possuem necessidades diferentes e não existe um sistema que seja perfeito para todos. O Linux é um excelente sistema em muitos aspectos e possui características que o fazem o melhor sistema em determinados aspectos. A seguinte lista é uma seleção de 10 destas características (muito boas) que o fazem diferente de outros sistemas operacionais. A ordem dos itens não importa, já que todas juntas dão ao Linux a essência de ser rápido, seguro, bonito e livre.

1 – Obter e manter atualizado um sistema completo legalmente sem pagar nada. A maioria das distribuições de Linux são completamente gratuitas, e em alguns custam uma quantidade muito pequena em comparação ao preço do Windows. Isso ocorre em função de suporte e de alguns produtos próprios da empresa.

2 – Poder rodar diferentes interfaces gráficas caso você não goste da que veio por padrão ou por ela não se adequar as suas necessidades. Há interfaces gráficas para todos os gostos, leves, inovadoras, capazes de imitar outras, muito atrativas, etc. Só em Linux contamos com essa variedade de interfaces, e como se fosse pouco, cada uma delas é completamente personalizável. Inclusive, há a possibilidade de trabalhar em modo texto e realizar muitas tarefas comuns, como escutar música, trocar mensagens, navegar na internet, baixar arquivos e várias coisas mais.

3- Ter total controle sobre o hardware do computador e saber que não há backdoors no meu software, colocados por companhias de software mal-intencionadas. Por ser um sistema GNU/Linux composto em sua maioria por software livre, o código está disponível para quem quiser vê-lo, por isso é possível assegurar-se que cada aplicação faz somente o que deve fazer.

4 – Não sentir falta de desfragmentar o disco-rígido, nunca. Os sistemas de arquivos utilizados pelo Linux não se fragmentam, já que foram planejados como sistema multi-usuários, armazenando os dados no disco de maneira seqüencial, por isso é raro se fragmentar um arquivo se o disco não estiver muito cheio.

5 – Experimentar diferentes programas, decidir os que não gosto, desinstalá-los e saber que não há lixo em um registro que pode deixar minha máquina lenta. Não acontece como no sistema da Microsoft que o registro sempre se enche de lixo e se estraga, ocasionando a necessidade de várias formatações anuais.

6 – Usar o SO sem necessidade de usar antivírus nem nenhum outro tipo de software anti-malware e não precisar reiniciar meu computador durante meses, sempre que pego as últimas atualizações de segurança. Com se fala em todo lugar: Linux é muito seguro e estável.

7 – Personalizar o que quiser, legalmente, incluindo meus programas favoritos. Eu posso perguntar aos mantenedores, propor idéias e participar do processo de desenho e programação do software que quiser. Estas são algumas das maravilhas do software livre, por que isso não se aplicar somente o Linux, mas também a toda a aplicação e projeto de software que de desenvolva sobre esta filosofia. Com o Software Livre, o software de nosso PC é realmente nosso.

8 – Usar o mesmo hardware durante mais de 5 anos até que realmente precise substituí-lo. Eu disse milhões de vezes nesse blog: Uma das mais grandes maravilhas do Linux é poder usar um sistema não pré-histórico em equipamentos com baixos recursos, em muitos casos considerados obsoletos (como exemplo, veja o Pentium II que graças ao Linux pode acompanhar-me por 7 anos como meu principal ferramenta de trabalho).

9 – Receber ajuda de centenas de usuários, especialistas e novatos de maneira gratuita e
desinteressada.
Um dos pontos mais fortes do Linux são as comunidades que se formam, ainda que existam o problema dos fanáticos, tem muitos que ajudam da maneira que podem a não deixar que o Linux seja um “sistema difícil” e aos poucos vão levando-o à todos.

10 – Ter um desktop com efeitos espetaculares, e muito superiores ao do Windows Vista em um computador de 3 anos atrás. E isso, a diferença do “Vista Capable” é certa. A atração gráfica do Linux deixou para trás por muito outros sistemas. Só há que melhorar um pouco as capacidades do Compiz Fusion com as do ambientes Enlightenment.

O texto se originou de posts sobre listas de coisas possíveis somente em Linux. Disponíveis aqui, aqui e aqui.

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