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Dia da Liberdade de Software!

Que bom que este dia existe, que bom que posso escolher qual sistema usar! Que bom que posso saber que em algumas coisas, meu país se torna um pouco melhor… Viva a Liberdade de Software!

PS: Amanhã, dia 20 de Setembro, todo mundo que usa o Twitter, participe do #LinuxDay! Onde iremos prestigiar o nosso S.O favorito, enviando frases de incentivo e easter eggs.

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Sobre inovação, abertura e visão de mercado

Renomeando o artigo que Daniel Domeneghetti havia intitulado: API’s, Gates e Pelé.
Muito boa análise!

Ao anunciar a abertura de parte dos APIs de seus produtos, a Microsoft mais uma vez cedeu ao óbvio. Ou evolui, ou sai de cena.

Clayton
Christensen diz que as empresas líderes que se tornam reféns de grandes
clientes, de grandes produtos e de grandes modelos de negócios não
inovam e são banidas do mercado. Quem não inova perde o bonde da
competitividade. A Microsoft encontra-se mais uma vez em uma
encruzilhada estratégica.

Tecnologia é sobre evoluir. Ganhar dinheiro a partir da inovação.
Bill Gates sempre soube ganhar dinheiro, mas nunca foi bom em inovação.

No mundo fechado dos anos 80-90, copiar/comprar o inovador e
colocar o produto mais rapidamente no mercado funcionava. No mundo
aberto, da internet e do intangível, empresas fechadas são bichos mais
atrasados na escala darwinista da evolução corporativa.

Copiar
e/ou comprar está no DNA da Microsoft desde sempre. Não prever ou
reagir lentamente às rupturas também. Primeiro a Xerox com os sistemas
operacionais tipo Windows. Depois o Netscape com os navegadores de
Internet e Linus Torvalds com o Linux. No começo do milênio, seu maior
rival de ego, Steve Jobs, com a revolução “i” do entretenimento online
e, mais recentemente, a pedrada final do Google e os serviços online
gratuitos. Nada disso veio da Microsoft.

A empresa não entende
de cenários e conjunturas; entende de fazer melhor o que já faz. A
Microsoft é boa em incrementar o que faz; e comprar quem ameaça sua
posição, quem faz o que ela não faz, mas precisaria fazer.

Com
sua estratégia fechada-dominante, no mundo fechado dos anos 80-90. A
Microsoft dominou a onda dos sisops (sua vaca leiteira até hoje) e
quase perdeu a onda dos navegadores. Mas conseguiu vencer. Havia fit
entre sua estratégia e o comportamento do mercado.

No mundo
aberto da Internet, era óbvio era que a gigante de Redmond jamais
conseguiria vencer as redes de colaboração e produção compartilhada de
softwares. É bom, é aberto, é barato. Perdeu a hegemonia de boa parte
das categorias de produto, mas acima de tudo perdeu desenvolvedores,
evangelizadores e admiração de muita gente do meio. Brigou enquanto
deu. Gastou energia, dinheiro, prestígio e perdeu.

Gates se
afastou obcecado pelo Google. Quer comprar o Yahoo!. O Yahoo! não quer.
Quer dominar os serviços web. Mais uma vez vai tentar remendar
comprando o que deveria ter enxergado… se fosse uma empresa aberta em
seu DNA.

Mais ou menos como Tyson, Michael Jackson e os próprios
Estados Unidos, a Microsoft paga o preço do domínio. Quem está no topo
não enxerga bem o cenário. Se perde estrategicamente em seu esquema e
decide errado, faz besteira.

Empresas abertas inovam. Empresas fechadas quebram. Essa é a lei da física. Leiam Clemente Nóbrega.

Agora
a convergência móvel assusta. Google, Nokia e mais um bando de empresas
de tecnologia, internet, mídia, telecom e eletroeletrônicos são
concorrentes da Microsoft.

Estamos vivenciando uma guerra por
padrões, mercados, usuários, internautas, consumidores… tudo num
liquidificador só temperado com legislações e regulamentações
diferentes. Tudo muito incerto.

A Microsoft não vai quebrar. Tem
dinheiro e capacidade de reação. A Microsoft pode ser líder em algumas
linhas de produto, mas não vai mais ser hegemônica. Gates se tocou
disso. Gates fez como Pelé. Saiu enquanto era o número 1.

Fonte: IDGNOW

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Ontologia Software Livre

Esboço de Ontologia sobre Software Livre

É apenas um esboço feito em um trabalho acadêmico, mas seria bem interessante desenvolver uma ontologia sobre o tema.